segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Símbolos do brasão da Diocese de Ourinhos

Conheça o brasão da Diocese de Ourinhos e o simbolismo que ele carrega, profundamente inspirado na localização, história e missão da circunscrição eclesiástica ourinhense.

Destacam-se no escudo os Cravos e a Coroa de espinhos, símbolos da Paixão do Senhor Bom Jesus, padroeiro diocesano.

Os 3 cravos em forma triangular remetem: a Santíssima Trindade, a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, bem como às Virtudes Teologais – Fé, Esperança e Caridade, e ao Tríplice Múnus recebido no Batismo: Reger, Santificar e Ensinar.

Recordam também a Missão, a Comunhão e a Participação que apontam ao mesmo objetivo: a vida comunitária eclesial em Cristo dos redimidos por seu Sangue.

As letras gregas Alfa e Ômega referem-se ao princípio e fim de todas as coisas sob o Verbo encarnado, Salvador do mundo.

A forma da partição do escudo aponta para esse mistério que vem do alto e inunda nossa humanidade. 

O Senhor é o centro – governa e protege a Igreja no amor do Pai pela força do Espírito Santo.

A cor vermelha simboliza o fogo da caridade e o Espírito Santo, assim como a vida, doação, audácia, valor, magnanimidade, vitória, honra, generosidade, martírio e, principalmente, a Paixão de Cristo e a nossa Salvação por seu Sangue derramado no madeiro.

O metal ouro evoca nobreza, autoridade, generosidade, ardor e descortino, bem como remete ao topônimo municipal e que batiza a diocese. 

A cor verde da coroa de espinhos simboliza esperança, alegria, honra, civilidade, cortesia, lealdade, liberdade, amizade e a natureza criada por Deus.

Os elementos externos representam as características da circunscrição eclesiástica:

A Mitra, com suas ínfulas, recorda a autoridade eclesiástica de Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem – Cabeça da Igreja.

O Báculo simboliza o pastoreio episcopal e a Cruz refere-se ao governo diocesano.

No listel, o nome latino da Diocese de Ourinhos é acompanhado dos da data de sua criação: 30 de dezembro de 1998, na qual foi erigida canonicamente pela Constituição Apostólica “Parvauratana” do Papa São João Paulo II.

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

O QUE ESPERAMOS NO ADVENTO?



 

                                                                               

Dom Lindomar Rocha Mota

Bispo de São Luís de Montes Belos (GO)

No Advento esperamos Reino de Deus e o Reino de Deus é um evento! Enquanto que as maiores inquietudes dizem respeito ao tempo e a hora em que ele irá acontecer, as mais refinadas se perguntam sobre a forma e o modo de seu acontecimento. O Reino de Deus, entretanto, embora se pareça com um acontecimento é uma construção. A fé no bem que opera no mundo é construtivista, cujo evento exemplar nos é dado com entrada de Jesus no mundo.

O Reino não aparece como uma grande construção que salta aos olhos de maneira espantosa, ele é inaugurado. Com inúmeros exemplos Jesus tenta transmitir a ideia do Reino, e, em nenhuma delas, ele se parece com algo grande e acabado, mas sempre como o primeiro passo na direção de uma construção maior.

Seja o fermento na massa, seja a semente de mostarda, o Reino sempre está se formando, e quando João pede para perguntar se o Reino de Deus chegou, Jesus manda responder que ele apenas começou, pois os cegos veem, os surdos ouvem e os pobres se tornaram destinatária do que existe de mais belo e lindo neste mundo, o anúncio da boa nova.

O destino do Reino é se multiplicar por toda parte. Não tem hora, não tem limite, não tem prazo. Estende-se por todo lado na soma de ações desinteressadas que acontecem, em sua maioria, despercebidas. A vontade do bem e a força dos pequenos são as duas retas que orientam na direção do Reino. O Reino mesmo se forma a partir desses dois lugares.

O Reino de Deus também é coragem. Coragem de saber que uma semente que produz a árvore tem mais valor do que o ouro. A fome saciada de um pequeno vale mais que todo dinheiro nos bancos. A coragem para a construção do Reino não é gloriosa, é persistente. Sendo o Reino tudo isso de inesperado, então, embora muitos acreditem que é preciso um grande poder para consertar as coisas, Jesus na manjedoura fala o contrário. É na coragem e persistência dos pequenos que coisas grandes acontecem. Só os pequenos têm suficiente coragem para deixar tudo e seguir na procura do Reino.

O exemplo de Deus, que se arrancou das infinitas alturas para se fazer criança no meio de nós, é a prova que não é pela força que venceremos, mas na imitação de Deus que se fez pequeno, porque os pequenos são mais fortes.
É bem verdade que esta força tem sua origem no serviço ao próximo e a humanidade. Não vem pelo metal ou pelo manuseio dos arreios de guerra, é mais a força dos despreocupados que creem na Ressurreição do mesmo modo que acreditam que como criança Deus entrou no mundo e irrompeu toda esperança possível, a ponto de o futuro não ser mais capaz de suportar o que lhe sucedeu. É exatamente este acontecimento que chamamos de Advento! Algo tão grandiosamente inesperado que não coube no futuro comum, e ainda assim era pequeno.

Fonte: www.cnbb.org.br/

sábado, 20 de agosto de 2022

A importância de aceitarmos a vocação de Deus para nós

Através da tradição de nossa Santa Igreja, somos convidados a vivenciar os meses devocionais. Cada mês é voltado para um tema específico, que será o foco da meditação por aquele período. E, em agosto, celebramos e meditamos as vocações! Nele, somos capazes de reconhecer o poder da vontade de Deus sobre nós, e o quanto Ele sonha com o momento em que nos deixaremos ser guiados. 

Em cada domingo refletimos sobre uma das vocações: no primeiro o chamado ao sacerdócio, no segundo à família, no terceiro à vida consagrada e no quarto às vocações leigas.

Do latim “vocare”, entendemos a vocação especificamente como um chamado que o Senhor nos faz. E, pela liberdade que Ele nos concede, somos possibilidades de aceitar ou não esse chamado.

Nada é realizado em nós sem que aceitemos os planos de Deus. Ele nos ama de tal forma que, mesmo entregando-Se na cruz por nós, não cobra reciprocidade. Essa foi exatamente a finalidade de Seu sacrifício: libertar-nos das amarras do pecado e fazer de nós homens livres, cientes de nossas escolhas e decisões.

Mas, como um Pai amoroso, o coração de Deus deseja ardentemente que escolhamos por Ele. Ele sabe que nos oferece o melhor, e só ao lado dEle podemos ser completos, e verdadeiramente felizes. Por isso, em perfeição, tem um lindo plano de salvação para cada um de nós, e nesse plano, a vocação tem papel fundamental. 

Ele, que conhece o mais íntimo de nosso ser, sabe exatamente o que nos trará crescimento e amadurecimento espiritual. E essa é nossa missão no mundo, somos herdeiros do paraíso! Através de nossas vocações, podemos diariamente agradar o Pai, escolhendo a cada momento o caminho da santidade e a renúncia às coisas que o mundo nos oferece.

É importante aceitarmos a nossa vocação pois é o desejo mais profundo do coração de Deus, e nós, como filhos amados e escolhidos, somos movidos pelo amor que temos pelo nosso Senhor, e confiamos em cada um dos planos que Ele tem reservado para nós. 

 

Senhor, abençoai cada uma de nossas vocações!

MÊS DA BÍBLIA 2026

  Estamos em setembro, o mês da Bíblia. Neste ano, o tema é o livro de Daniel, e o lema é: “Seu reino jamais será destruído” (Daniel 7,14). ...