"Setembro se aproxima e as comunidades de todo o país podem se preparar para vivenciar o Mês da Bíblia. A iniciativa é motivada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e é oportunidade para estudo da Palavra de Deus. Neste ano, o livro bíblico escolhido para aprofundamento é a Carta aos Efésios, com a inspiração “Vestir-se da nova humanidade! (cf. Ef 4,24)”.
sábado, 2 de setembro de 2023
Setembro - Mês da Bíblia
"Setembro se aproxima e as comunidades de todo o país podem se preparar para vivenciar o Mês da Bíblia. A iniciativa é motivada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e é oportunidade para estudo da Palavra de Deus. Neste ano, o livro bíblico escolhido para aprofundamento é a Carta aos Efésios, com a inspiração “Vestir-se da nova humanidade! (cf. Ef 4,24)”.
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
Nossa Senhora, Rainha do Céu e da Terra
Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação - 22 de Agosto
Paz e Bem
Instituída pelo Papa Pio XII, celebramos hoje a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: “Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio que se lança ao mar”.
Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi assunta ao Céu. Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação: “É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo).
Nossa Senhora Rainha, desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: “Maria, a mãe de Jesus” (Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a Terra, podemos com toda a Igreja saudá-la: “Salve Rainha” e repetir com o Papa Pio XII que instituiu e escreveu a Carta Encíclica Ad Caeli Reginam (à Rainha do Céu): “A Jesus por Maria. Não há outro caminho”.
ORAÇÃO:
“Maria Santíssima, Rainha do Céu e da Terra, é vencedora de todas as batalhas de Deus. Voltem-se os governantes do mundo para ela e o seu cetro fará triunfar a causa do bem, com o triunfo da Igreja e do Reino de Deus! Reze com devoção e confiança esta oração: ‘Oh, Maria sem pecado concebida! A mais Preciosa Menina, Rainha das Maravilhas. Ajuda-me, neste dia, a ser sempre teu verdadeiro filho, para chegar um dia ao Deus da vida. És Rainha do Céu e da Terra, gloriosa e digna Rainha do Universo, a quem podemos invocar de dia e de noite, não só com o doce nome de Mãe, mas também com o de Rainha, como te saúdam no Céu com alegria e amor todos os anjos e santos. Nossa Senhora Rainha, Celeste Aurora, enviai a luz divina do Universo para me ajudar a resolver esses problemas’.”
quarta-feira, 26 de julho de 2023
Dia dos avós: Santa Ana e São Joaquim, os avós de Jesus
Hoje a Igreja Celebra os Pais de Nossa Senhora e Avós de Jesus Cristo.
Santa Ana e São Joaquim são um dos grandes milagres que vemos nas histórias, pois conta a história que apesar da idade avançada, os dois não possuíam filhos devido a esterilidade, e isto os causava grande sofrimento, já que para os judeus não ter filhos era um sinal de maldição de Deus. Porém eles nunca desistiram de sua fé, e após muitas orações e muita fé Ana Engravidou, estava esperando Maria.Era um grande milagre para o casal, Maria nasceu, já com a missão de gerar o Filho de Deus. Podemos atestar a santidade de Santa Ana e São Joaquim através da santidade de Maria, pois como diz um antigo provérbio: “pelos frutos conhecemos as árvores”. Maria, ao nascer, não só tirou dos ombros dos pais o peso de uma vida de medo de uma maldição, mas ainda recompensou-os pela fé, ao ser escolhida no futuro para ser a Mãe do Filho de Deus.
Santa Ana, que é avó de Jesus sabe dar o carinho e atenção das avós, conhece o aconchego que só as avós podem dar aos netos. Por isso, recorramos a Sant Ana com confiança. Com a mesma confiança que nos aproximamos de nossas tão queridas avós para pedir as graças que precisamos.
No ano de 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de julho. Na década de 1960 o Papa Paulo VI juntou a esta data a comemoração de São Joaquim. Por isso, no dia 26 de julho comemora-se também o “Dia dos Avós”. Santana é a padroeira dos avós, mas também é invocada pelas mulheres que não conseguem engravidar. Santana é também a padroeira da educação, tendo educado Nossa Senhora e influenciado profundamente na educação de Jesus.
São Joaquim e Santa Ana, pais Maria, foram, no seu tempo e nas circunstâncias históricas concretas, um elo precioso do projeto da salvação da humanidade.
segunda-feira, 24 de julho de 2023
SÃO CRISTÓVÃO, MÁRTIR
Protetor dos viajantes
A figura mais frequente de São Cristóvão é representada por um gigante barbudo, que carrega o Menino Jesus nos ombros, ajudando-o a atravessar um rio; o Menino segura o mundo nas pontas dos dedos, como se brincasse com uma bola. Esta imagem remonta a uma das lendas hagiográficas mais famosas sobre a vida do Santo, martirizado em 25 de julho em Anatólia, na Lícia. Segundo esta tradição, seu verdadeiro nome era Reprobus, um gigante que queria prestar serviço ao rei mais poderoso do mundo.
Ao chegar à Corte de um rei, que achava ser invencível, pôs-se ao seu serviço. Mas, certo dia, percebeu que o rei, ao escutar o canto de um trovador que falava do diabo, fez o Sinal da Cruz. Então, perguntou-lhe porquê. E o rei lhe respondeu que tinha medo do diabo e que todas as vezes que o ouvia falar em seu nome, fazia o Sinal da Cruz para buscar proteção.
Desta forma, o diabo pôs-se a procurar o diabo, que pensava que fosse mais poderoso que o seu rei. Não demorou muito e o encontrou; assim, pôs-se a servi-lo e a segui-lo. Porém, um dia, passando por uma rua onde havia uma cruz, o diabo desviou seu caminho. Então, Reprobus perguntou-lhe porquê havia agido desta maneira. E o diabo foi obrigado a admitir que Cristo tinha morrido na Cruz; por isso, diante da Cruz, tinha que fugir de medo.
Por fim, Reprobus deixou o diabo de lado e pôs-se à busca de Cristo. Certo dia, encontrou um eremita que lhe sugeriu construir uma cabana às margens de um rio, cujas águas eram perigosas, e colocar-se à disposição das pessoas a atravessá-lo, uma vez que tinha uma estatura gigantesca.
Um belo dia, o bom gigante ouviu uma voz de criança, que lhe pedia ajuda: era um menino que queria atravessar o rio. Então, o gigante o colocou sobre os ombros e o carregou para o outro lado daquele rio perigoso. Enquanto fazia a travessia, o peso daquela criança aumentava cada vez mais, tanto que, com muito custo, conseguiu chegar à outra margem. Lá, o menino revelou sua identidade: era Jesus e o peso, que havia carregado, era o do mundo inteiro, salvado pelo sangue de Cristo.
Esta lenda, além de inspirar a iconografia ocidental, fez com São Cristóvão fosse invocado como Padroeiro dos barqueiros, peregrinos, viajantes e motoristas.
Um Santo cinocéfalo
No Oriente, São Cristóvão é, geralmente, representado com a cabeça de cão, como testemunham muitos ícones existentes em São Petersburgo e Sofia. A iconografia do santo cinocéfalo, segundo alguns, demonstra que se trata de um culto surgido em âmbito helênico-egípcio, com clara referência ao culto a deus Anúbis. Outra hipótese seria ainda bem mais plausível e complexa: Reprobus se teria alistado no exército romano e se teria convertido ao cristianismo com o nome de Cristóvão. Ao ser denunciado pelo seu apostolado entre os pelotões, foi conduzido diante de um juiz que fez todas as tentativas para que renunciasse a Cristo; tendo resistido, foi, por fim, decapitado. Logo, Cristóvão “carregou Cristo” em seu coração até ao martírio, como o jumento carregou Cristo a Jerusalém, no dia de Ramos.
Por este motivo, ter-se-ia difundido no Oriente, inicialmente, o costume de representar Cristóvão com a cabeça de jumento, que, depois, teria mudado para uma cabeça de cão. Trata-se, porém, de uma iconografia existente no âmbito cristão, sem nenhuma relação com cultos pagãos.
Protetor da vista
Segundo a Lenda Dourada, o martírio de Cristóvão aconteceu em Anatólia, na Lícia. O Santo resistiu às torturas com hastes de ferro e metal incandescentes. Até as flechas que lhe atiraram, ficaram suspensas no ar; uma delas, voltou e transpassou o olho do soberano, que lhe havia ordenado o suplício. Assim, o rei mandou decapitar Cristóvão. Mas, antes de morrer, disse-lhe: “Banhe os olhos com o meu sangue e ficará curado”. O rei recuperou a visão e se converteu. Desde então, São Cristóvão foi invocado contra as doenças da vista.
quinta-feira, 29 de junho de 2023
São Pedro e São Paulo, apóstolos e principais líderes da Igreja
Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.
Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.
Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.
Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.
São Pedro e São Paulo, rogai por nós!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
Símbolos do brasão da Diocese de Ourinhos
Conheça o brasão da Diocese de Ourinhos e o simbolismo que ele carrega, profundamente inspirado na localização, história e missão da circunscrição eclesiástica ourinhense.
Destacam-se no escudo os Cravos e a Coroa de espinhos, símbolos da Paixão do Senhor Bom Jesus, padroeiro diocesano.
Os 3 cravos em forma triangular remetem: a Santíssima Trindade, a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, bem como às Virtudes Teologais – Fé, Esperança e Caridade, e ao Tríplice Múnus recebido no Batismo: Reger, Santificar e Ensinar.
Recordam também a Missão, a Comunhão e a Participação que apontam ao mesmo objetivo: a vida comunitária eclesial em Cristo dos redimidos por seu Sangue.
As letras gregas Alfa e Ômega referem-se ao princípio e fim de todas as coisas sob o Verbo encarnado, Salvador do mundo.
A forma da partição do escudo aponta para esse mistério que vem do alto e inunda nossa humanidade.
O Senhor é o centro – governa e protege a Igreja no amor do Pai pela força do Espírito Santo.
A cor vermelha simboliza o fogo da caridade e o Espírito Santo, assim como a vida, doação, audácia, valor, magnanimidade, vitória, honra, generosidade, martírio e, principalmente, a Paixão de Cristo e a nossa Salvação por seu Sangue derramado no madeiro.
O metal ouro evoca nobreza, autoridade, generosidade, ardor e descortino, bem como remete ao topônimo municipal e que batiza a diocese.
A cor verde da coroa de espinhos simboliza esperança, alegria, honra, civilidade, cortesia, lealdade, liberdade, amizade e a natureza criada por Deus.
Os elementos externos representam as características da circunscrição eclesiástica:
A Mitra, com suas ínfulas, recorda a autoridade eclesiástica de Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem – Cabeça da Igreja.
O Báculo simboliza o pastoreio episcopal e a Cruz refere-se ao governo diocesano.
No listel, o nome latino da Diocese de Ourinhos é acompanhado dos da data de sua criação: 30 de dezembro de 1998, na qual foi erigida canonicamente pela Constituição Apostólica “Parvauratana” do Papa São João Paulo II.
sexta-feira, 25 de novembro de 2022
O QUE ESPERAMOS NO ADVENTO?
Dom Lindomar Rocha Mota
Bispo de São Luís de Montes Belos (GO)
No Advento esperamos Reino de Deus e o Reino de Deus é um evento! Enquanto que as maiores inquietudes dizem respeito ao tempo e a hora em que ele irá acontecer, as mais refinadas se perguntam sobre a forma e o modo de seu acontecimento. O Reino de Deus, entretanto, embora se pareça com um acontecimento é uma construção. A fé no bem que opera no mundo é construtivista, cujo evento exemplar nos é dado com entrada de Jesus no mundo.
O Reino não aparece como uma grande construção que salta aos olhos de maneira espantosa, ele é inaugurado. Com inúmeros exemplos Jesus tenta transmitir a ideia do Reino, e, em nenhuma delas, ele se parece com algo grande e acabado, mas sempre como o primeiro passo na direção de uma construção maior.
Seja o fermento na massa, seja a semente de mostarda, o Reino sempre está se formando, e quando João pede para perguntar se o Reino de Deus chegou, Jesus manda responder que ele apenas começou, pois os cegos veem, os surdos ouvem e os pobres se tornaram destinatária do que existe de mais belo e lindo neste mundo, o anúncio da boa nova.
O destino do Reino é se multiplicar por toda parte. Não tem hora, não tem limite, não tem prazo. Estende-se por todo lado na soma de ações desinteressadas que acontecem, em sua maioria, despercebidas. A vontade do bem e a força dos pequenos são as duas retas que orientam na direção do Reino. O Reino mesmo se forma a partir desses dois lugares.
O Reino de Deus também é coragem. Coragem de saber que uma semente que produz a árvore tem mais valor do que o ouro. A fome saciada de um pequeno vale mais que todo dinheiro nos bancos. A coragem para a construção do Reino não é gloriosa, é persistente. Sendo o Reino tudo isso de inesperado, então, embora muitos acreditem que é preciso um grande poder para consertar as coisas, Jesus na manjedoura fala o contrário. É na coragem e persistência dos pequenos que coisas grandes acontecem. Só os pequenos têm suficiente coragem para deixar tudo e seguir na procura do Reino.
O exemplo de Deus, que se arrancou das infinitas alturas para se fazer criança no meio de nós, é a prova que não é pela força que venceremos, mas na imitação de Deus que se fez pequeno, porque os pequenos são mais fortes.
É bem verdade que esta força tem sua origem no serviço ao próximo e a humanidade. Não vem pelo metal ou pelo manuseio dos arreios de guerra, é mais a força dos despreocupados que creem na Ressurreição do mesmo modo que acreditam que como criança Deus entrou no mundo e irrompeu toda esperança possível, a ponto de o futuro não ser mais capaz de suportar o que lhe sucedeu. É exatamente este acontecimento que chamamos de Advento! Algo tão grandiosamente inesperado que não coube no futuro comum, e ainda assim era pequeno.
Fonte: www.cnbb.org.br/
MÊS DA BÍBLIA 2026
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