quinta-feira, 20 de agosto de 2026

SANTO DO DIA


 

S. Bernardo, abade e doutor da Igreja

20 de Agosto 






Uma família de oração

Bernardo nasceu em 1090, em Fontaines, França, em uma família opulenta. Aos 22 anos, após ter estudado gramática e retórica, entrou para o Mosteiro fundado por Roberto de Molesmes, em Citeaux (em latim Cistercium, do qual deriva o nome de Cisterciense). Alguns anos depois, fundou o Mosteiro de Claraval (Clairvaux), junto com 12 companheiros, entre os quais, 4 irmãos, um tio e um primo. Pelo seu exemplo, muitos de seus parentes também escolheram a vida religiosa.

Jesus e Maria

Segundo o espírito de Bernardo, a vida monacal era constituída de trabalho, contemplação e oração, tendo como estrelas fixas Jesus e Maria. Para o Abade cisterciense, Cristo era o centro de tudo: “Para mim, nas discussões ou conversas, se não for pronunciado o nome de Jesus nada tem sentido” (Sermones super Cantica Canticorum, XV). Maria – escreve Bernardo – leva a Jesus: “Nos perigos, nas angústias, nas incertezas, deve-se elevar o pensamento a Maria, invocar Maria. Que ela jamais saia dos nossos lábios; jamais se separe do nosso coração; para obtermos a ajuda na oração, jamais devemos esquecer seu exemplo de vida. Se a seguirmos, não nos perderemos; se rezarmos a ela, não nos desesperaremos; se pensarmos nela, não erraremos...” (Homilia II super “Missus est”).

Os quatro degraus do amor

No seu escrito “De diligendo Deo”, Bernardo indica o caminho da humildade para atingir o amor de Deus; exorta a amar o Senhor sem limites. Para o monge Cisterciense, os degraus fundamentais do amor são quatro:

1 - O amor de si para si: “Primeiro, o homem ama-se a si mesmo; depois, vendo que sozinho não pode viver, começa a buscar a Deus por meio da fé”.

2 - O amor de Deus para si: “No segundo degrau, portanto, ame a Deus para si e não para Ele. Porém, deve começar a frequentar a Deus e a honrá-lo, segundo as próprias necessidades”.

3 - O amor de Deus por Deus: “A alma passa para o terceiro degrau, amando a Deus, não por si mesmo, mas por Ele. Neste degrau, se detém longamente; aliás, não sei se nesta vida seja possível chegar ao quarto degrau”.

4 - O amor de si por Deus: “Aquele amor em que o homem ama a si mesmo somente por Deus. Assim sendo, terá quase que esquecido admiravelmente a si mesmo; quase deixa a si mesmo para tender totalmente a Deus, a ponto de ser um só espírito com Ele”.

Bernardo e os Templários

Entre os escritos do Abade cisterciense há também um famoso elogio da Ordem monacal-militar dos Templários, fundada em 1119, por alguns Cavaleiros, sob a guia de Hugo de Payns, feudatário da região de Champanhe e parente de Bernardo. No seu “De laude novae militiae ad Milites Templi”, descreve assim os Cavaleiros do Templo: “São vestidos de modo simples e cobertos de pó; rosto queimado pelo sol e olhar orgulhoso e severo: antes da batalha, armam-se interiormente, com a força da fé. A sua única fé é a Deus”.

Doctor Mellifluus

Bernardo morreu em 20 de agosto de 1153. Papa Alexandre III o proclamou santo em 1174. Pio XII dedicou-lhe uma encíclica intitulada “Doctor Mellifluus”, na qual recorda, de modo particular, estas palavras de Bernardo: “Jesus é mel na boca, suave concerto aos ouvidos, júbilo ao coração”. “O Doutor melífluo, último dos Padres, mas não, certamente, inferior aos primeiros – escreveu o Pontífice – se destacou por seus dotes de mente e de espírito, aos quais Deus acrescentou abundantes dons celestes”.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Nossa Senhora de Lourdes


"Vocês não são obrigados a acreditar em mim, mas posso apenas lhes dizer o que vi e ouvi". (Bernadete Soubirous)

Bernadete encontrou Nossa Senhora 18 vezes no local determinado, na gruta de Massabielle, às margens do rio Gave.
Antes de receber a revelação da Virgem, a jovem pastora a chamou "Aquero", que, no dialeto local, significava "Senhora". Maria apareceu-lhe assim: vestida de branco, com um longo véu sobre os ombros, uma faixa azul nos quadris e os pés descalços, cobertos por duas rosas douradas, como o rosário dourado e branco em seu braço.

França, pátria do Positivismo

Não foi por acaso que a Providência escolheu o lugar para aquelas manifestações marianas repentinas.
Encontramo-nos na França, no século XIX, onde triunfava a filosofia positivista, segundo a qual o homem, em sua bondade ou, pelo contrário, em sua maldade, estava totalmente determinado de ser inserido em uma sociedade precisamente boa ou má.
Em Lourdes, Maria reverte tudo isso, recordando a existência do pecado original e do livre arbítrio. Por isso, antes de agir na sociedade, dizia Maria, era preciso agir no coração humano. Era preciso converter-se.

11 de fevereiro de 1858

Para lançar sua mensagem de oração e caridade ao mundo, Nossa Senhora escolheu Bernadete, uma pastora de 14 anos. Fazia muito frio, naquele dia, em Lourdes. Então a jovem, com sua irmã e uma amiga, foi catar lenha nas proximidades da gruta de Massabielle. Ficando para trás, sentiu, de repente, uma ventania, que, porém, não balançava as árvores. Depois, viu uma grande luz, em meio à qual estava a figura cândida de uma jovem mulher. Aquela Senhora não falou com ela, mas lhe ensinou a fazer corretamente o sinal da cruz e, juntas, em silêncio, rezar o Terço. No final da oração, a visão desapareceu.

"Eu sou a Imaculada Conceição"

Três dias depois, em 14 de fevereiro, Bernadete sentiu um desejo irresistível de voltar à gruta, mas levou consigo água benta. Quando a Senhora apareceu, ela tentou aspergi-la. Mas a Virgem ficou inerte e, sorrindo, começou a rezar o Terço novamente com ela.
Era o dia 18 de fevereiro, a primeira vez que a Senhora conversou com Bernadete, fazendo-lhe o seguinte pedido: voltar ali por 15 dias, pedir aos padres para irem àquele lugar em procissão e ali construir uma igreja.
Em 25 de fevereiro, a Senhora pediu a Bernadete para comer a grama e escavar um buraco: assim, começou a brotar a água da nascente milagrosa, na qual os enfermos ainda hoje se emergem, pedindo a sua cura.
Finalmente, em 25 de março, dia da Anunciação, Nossa Senhora revelou-se, dizendo: "Eu sou a Imaculada Conceição"! Bernadete transmitiu esta frase ao pároco. Uma pastora não podia saber que o Dogma da Imaculada Conceição de Maria havia sido proclamado, apenas quatro anos antes, pelo Papa Pio IX.
Maria revelou muitas coisas a Bernadete em suas aparições, mas, sobretudo, propôs a ela e ao mundo o “Céu e a santidade”, como únicos objetivos da vida terrena, como também a penitência, para eliminar o pecado do mundo.

Santuário mariano internacional de Lourdes

As aparições de Lourdes atraíram para Massabielle, desde o início, muitos curiosos, com sua bagagem inevitável de ceticismo. Até Bernadete foi submetida a exames médicos e interrogada pelas autoridades eclesiásticas. Somente assim Maria permitiu a realização de acontecimentos prodigiosos para que as pessoas acreditassem.

Ali foi construída uma igreja e, em 1862, com uma Carta Pastoral, o Bispo de Tarbes consagrou Lourdes como Santuário mariano internacional.


Fonte: Vatican News

 

domingo, 3 de novembro de 2024

Comunhão dos Santos: íntima união sobrenatural entre todos os que são membros do Povo de Deus


Nas celebrações do Dia de Finados e de Todos os Santos, a Igreja reflete sobre a união sobrenatural de seus membros em Cristo e é oportuna a reflexão sobre a comunhão dos santos. Com esse termo, o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta, explica que a Igreja fala da existência “de uma íntima união sobrenatural entre todos os que são membros do Povo de Deus”.

Nessa comunhão estão todos os crentes que foram incorporados pelo batismo na Igreja. “Todos os que são de Cristo, estão unidos a Cristo. A vida de cada um é ligada de forma única e essencial em Cristo e por Cristo, o que não exclui a vida sobrenatural na Igreja”.

Também a Igreja pode ser compreendida nessa expressão, quando une os fiéis que peregrinam para a eternidade e os que já estão no céu. Ela é “um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Na Igreja, ninguém caminha sozinho e tudo o que fazemos pode contribuir para o bem dos outros! Porque “…de modo nenhum se interrompe a união dos que ainda caminham sobre a terra com os irmãos que adormeceram na paz de Cristo, mas antes, segundo a constante fé da Igreja, é reforçada pela comunicação dos bens espirituais” (Lumen Gentium, 49).

Três dimensões

A Comunhão dos Santos é, assim, a participação de todos os membros da Igreja nas coisas santas: a fé, os sacramentos, em especial a Eucaristia, os carismas e os outros dons espirituais (Cf. CIC 960). Ou seja, é a união de toda a Igreja em suas 3 dimensões: Peregrina, Padecente e Celeste.

A Igreja Peregrina

Somos todos nós que peregrinamos rumo ao céu, estamos neste mundo, fomos batizados e participamos da Eucaristia. Anunciamos o Cristo por meio da fé, da caridade, e militamos contra o pecado e a ação do mal.

A Igreja Padecente

São aqueles que morrem na graça de Deus, mas não estão todos purificados. Por isso, sofrem a purificação no purgatório para obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu (Cf. CIC 1030).

A Igreja Celeste

São os santos! Bem-aventurados que combateram o bom combate e vivem “o estado de felicidade suprema e definitiva” (Cf. CIC 1024) junto de Deus, da Virgem Maria, São José e os Anjos.

 

Na Igreja, ninguém caminha sozinho

Dessa forma, o menor dos nossos atos de caridade beneficia a todos, numa solidariedade com todos os homens, vivos ou defuntos (Cf. 953).

E é por este motivo que os anjos e santos intercedem por nós e nós também podemos rezar uns pelos outros, oferecendo sacrifícios e penitências pela salvação e conversão de nossos irmãos.

Porque “todos os que são de Cristo e têm o Seu Espírito, estão unidos numa só Igreja e ligados uns aos outros” (Lumen Gentium, 49).

Por outro lado todo pecado, fruto do egoísmo, prejudica esta comunhão.

 

União de toda a Igreja

Sobre a veneração aos bem-aventurados, a Lumen Gentium ensina que essa prática aumenta a união de toda a Igreja com o exercício da caridade fraterna. “Assim como a comunhão cristã entre os peregrinos nos aproxima mais de Cristo, a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e cabeça, toda a graça e própria vida do Povo de Deus”.

O documento conciliar também salienta que a união com a Igreja celeste se realiza de forma mais sublime durante a Liturgia. Nela, a virtude do Espírito Santo atua sobre nós através dos sinais sacramentais e reunidos numa única Igreja, engrandecemos com um único canto de louvor o Deus uno e trino.

“Assim, ao celebrar o sacrifício eucarístico, unimo-nos no mais alto grau ao culto da Igreja celeste, comungando e venerando a memória, primeiramente da gloriosa sempre Virgem Maria, de S. José, dos santos Apóstolos e mártires e de todos os santos”.

Por Luiz Lopes Jr e Paulo Augusto Cruz
Fonte: cnbb.com.br

domingo, 20 de outubro de 2024

Campanha Missionária

Conheça mais sobre a Campanha Missionária

As Pontifícias Obras Missionárias (POM) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deram início à Campanha Missionária deste ano, ação que tem o objetivo de fortalecer os laços de solidariedade e promover a animação missionária. O lema da Campanha Missionária será “Ide, convidai a todos para o banquete”, frase inspirada no texto de Mateus 22,9 e escolhida pela Papa Francisco. O tema será “Com a força do Espírito, testemunhas de Cristo”, nos fazendo permanecer em comunhão com a Igreja da América que se prepara para viver o 6º Congresso Missionário Americano, o CAM6, em novembro deste ano, em Porto Rico.

Quem organiza a Campanha Missionária?

As Pontifícias Obras Missionárias (POM) têm a responsabilidade de organizar a Campanha Missionária, realizada sempre no mês de outubro, na Igreja de todo o Brasil. Colaboram nesta ação a CNBB, por meio da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (COMINA).







 

MÊS DA BÍBLIA 2026

  Estamos em setembro, o mês da Bíblia. Neste ano, o tema é o livro de Daniel, e o lema é: “Seu reino jamais será destruído” (Daniel 7,14). ...